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72% das empresas brasileiras estão em fase inicial na adoção de IA

  • Foto do escritor: Informe Cabula
    Informe Cabula
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Foto: Divulgação



Por: Ian Cândido



A maioria (72%) das empresas brasileiras ainda se encontra nos estágios iniciais de adoção da inteligência artificial, apesar da presença crescente da tecnologia no cotidiano corporativo. 


É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), em parceria com a Brazil Panels e a escola de negócios Lideres.ai. O levantamento destaca um ambiente de interesse e experimentação, com baixa maturidade estratégica.


Mesmo com a adoção institucional ainda limitada, o uso prático da inteligência artificial ocorre de forma relevante dentro das organizações. 47,4% dos profissionais utilizam ferramentas de IA de maneira extraoficial em suas rotinas de trabalho, prática conhecida como Shadow AI. 


O dado acende um alerta para riscos relacionados à segurança da informação e à governança, sobretudo porque 59,1% das empresas brasileiras ainda não contam com políticas formais ou diretrizes claras para o uso da tecnologia.


As áreas que lideram o uso oficial de inteligência artificial são Marketing e Atendimento ao Cliente, ambas com cerca de 24% de adoção, seguidas por Vendas e Tecnologia da Informação. 


Em contrapartida, setores como Recursos Humanos, Jurídico, Compras e Logística apresentam menor presença da tecnologia, apesar do alto potencial de automação e ganho de eficiência. Para 70% dos profissionais entrevistados, há atividades em seu dia a dia que poderiam ser automatizadas por IA, o que reforça a percepção de oportunidade e, ao mesmo tempo, evidencia barreiras culturais e organizacionais.


O receio de substituição no mercado de trabalho aparece como um dos fatores que dificultam uma implementação mais estruturada da inteligência artificial. Parte dos respondentes encara a tecnologia como ameaça aos empregos, enquanto outros avaliam que ela deve transformar rotinas, sem necessariamente eliminar funções. 


Um terço dos profissionais vê a IA mais como oportunidade do que como risco, indicando um cenário dividido entre medo, adaptação e visão estratégica.


Para Mauricio Salvador, presidente do comitê de inteligência artificial da Abiacom, o contexto exige uma resposta imediata das organizações. A ausência de investimentos em capacitação tende a ampliar problemas internos, como a manutenção de equipes sem conhecimento técnico, com receio da inovação ou utilizando ferramentas de forma escondida, o que pode gerar impactos negativos à competitividade e à segurança.


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