top of page

Golpes de fim de ano: veja os mais comuns e como se proteger

  • Foto do escritor: Informe Cabula
    Informe Cabula
  • 27 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

O aumento de transações financeiras, 13º salário e queda na atenção dos consumidores podem elevar o risco de fraudes



Foto: Joédson Alves/Agência Brasil



Por: Bernardo Mont'Mor



O aquecimento da economia no fim do ano cria um cenário propício para a atuação de golpistas. Segundo especialistas, o aumento das transações financeiras e a queda na atenção dos consumidores elevam os riscos de fraudes, principalmente por meio de Pix, WhatsApp e falsas promoções online.


Especialistas alertam para fraudes cada vez mais sofisticadas, com idosos, consumidores endividados e pequenos empreendedores entre os principais alvos. Eles também orientam consumidores sobre como identificar armadilhas e evitar prejuízos.


O economista-chefe do Ibef-ES, Felipe Storch, explicou que um dos motivos para o fim de ano ser um período propício para golpes e ações criminosas é a grande circulação da economia.


Há mais dinheiro circulando na economia, seja por conta do 13º salário, férias ou bônus; as pessoas estão mais focadas em compras, viagens e compromissos pessoais, e a atenção acaba diminuindo. Esse ambiente de pressa, distração e maior volume de transações cria oportunidades para fraudes.Felipe Storch, economista-chefe do Ibef-ES

Golpes mais comuns


Alguns golpes estão no radar de criminosos, dentre os principais estão:

  • Falsas promoções em lojas virtuais;

  • Sites clonados que oferecem preços muito abaixo do mercado e desaparecem após o pagamento;

  • Golpes envolvendo Pix, em que o criminoso se passa por um familiar ou conhecido pedindo dinheiro com urgência;

  • Falsas centrais de atendimento que entram em contato dizendo haver problemas na conta bancária ou no cartão;

  • Golpe do boleto falso;

  • Falsa entrega com cobrança de taxas;

  • Golpes relacionados a aluguel de imóveis para temporada inexistentes;

  • Clonagem de WhatsApp durante compras;

  • Golpe do falso presente;

  • Falsas renegociações de dívidas;

  • Promessas de liberação rápida de crédito;

  • Mensagens sobre benefícios como FGTS, restituições ou prêmios fictícios.


Público-alvo de golpistas


Para Felipe Storch, os golpistas costumam direcionar suas ações a públicos específicos.

  • Pessoas com menor familiaridade com tecnologia

Para ele, especialmente idosos são alvos frequentes porque tendem a confiar mais em contatos diretos e têm mais dificuldade em identificar mensagens falsas.


  • Consumidores endividados

Este tipo de consumidor costuma estar mais vulnerável a ofertas de renegociação ou crédito fácil. Além disso, pessoas sob pressão emocional, tentando resolver gastos de fim de ano ou ajudar familiares, ficam mais propensas a decisões impulsivas.



Pequenos empreendedores e MEIs também são visados, pois lidam com muitos pagamentos e contatos simultaneamente.


Golpes que entraram no radar


Alguns golpes ganharam ainda mais força recentemente. O golpe do Pix por WhatsApp é um dos principais, em que o criminoso imita o perfil de alguém conhecido e pede uma transferência imediata.


O Procon-ES destacou dois golpes que entraram no radar da instituição e demandam atenção dos consumidores.


  1. O “golpe do boleto falso“, o qual é uma fraude na qual criminosos alteram um boleto legítimo ou criam um documento falso para que o pagamento seja direcionado para a conta deles, em vez do credor original.

  2. O “golpe do falso presente” funciona com criminosos usando dados da vítima para simular a entrega de um brinde, assim, cobrando uma taxa de entrega baixa em uma maquininha adulterada, que na verdade cobra um valor muito maior ou clona o cartão e dados bancários. Isso pode resultar em transferências ou empréstimos fraudulentos.


Nesse sentido, o economista Felipe Storch ainda afirma que outro golpe comum é o envio de links falsos de rastreamento de encomendas ou de supostos problemas na entrega, que levam a páginas fraudulentas para roubo de dados.


Comentários


bottom of page